Patrícia Almeida
notícia

Cursos de engenharia com maior procura e notas mais altas

Há cinco anos que o curso de Medicina não tem a nota mais alta de acesso à universidade. Em contrapartida, tem havido, desde 2016, uma crescente valorização das áreas ligadas às engenharias de ponta.

Este ano não foi exceção: os cursos de Engenharia Física Tecnológica e de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e o curso de Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, tiveram uma média superior a 19 valores.

O quarto curso com a média mais elevada foi Bioengenharia, da Universidade do Porto, onde o último aluno a conseguir uma das vagas do curso teve uma média de 19,10 valores. Só depois, com média acima de 18,5 valores, surgem vários cursos de Medicina e Matemática Aplicada, na sua maioria situados nas universidades de Lisboa e do Porto.

O interesse dos melhores alunos pelos cursos de Engenharia também surge refletido nas áreas de estudo que mais conquistaram novos estudantes este ano. Os dados da DGES indicam, à semelhança do que já aconteceu o ano passado, que as áreas das engenharias e técnicas afins, ciências empresariais, saúde e Ciências Sociais e do Comportamento lideram a lista de maior número de colocações.

Curiosamente, os cursos de Engenharia surgem no topo em quase tudo: são os que tiveram notas de entrada mais altas, maior procura, os que tiveram maior número de colocados e de colocados em primeira opção. Contudo, foi também nestes cursos que sobraram mais vagas para a 2.ª fase do concurso nacional de acesso.